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12/05/2013

À minha mãe



Não sei bem como começar. Mas, ei, não é bem fácil. Estou escrevendo diretamente para você. É diferente de fazer um vídeo, ou dar um presente com um cartão. Este é mais especial. Quero que todos vejam que você é especial.

Acho que posso começar agradecendo. Sim, uma boa ideia. Então, mãe, é isso. Obrigada por ser minha mãe. Por estar comigo sempre que eu precisei e quando eu não precisei - por estar o tempo todo ao meu lado. Obrigada por sorrir para mim. Isso me deixa mais feliz. 

Obrigada por gostar das músicas do The Lumineers que eu te mostrei (a Valéria acha muito maçante, e isso me irrita). Obrigada por me ouvir falar infinitamente de livros, livros e blogs. Obrigada por me dar a chance de te ajudar com o seu blog. Obrigada por conseguir me mostrar que eu consigo ensinar um pouco - mesmo que eu nunca vá ser como você.

Ah, sim. Obrigada por me ensinar. Ensinar a ser feliz. A amar. A acreditar na beleza dos pequenos atos, ensinar a que tudo tem seu tempo e que tudo tem um propósito. Você repetiu isso tantas e tantas vezes, e eu não aceitei muito bem. Mas aí eu descobri que além de tudo você era mãe, e mãe quase sempre tem razão. E eu passei a aceitar que tudo tem um motivo.

Obrigada por entender quem eu sou - pelo menos em parte. Eu sou o que você já foi, mas de um jeito diferente, mais retraído e extremista. Obrigada, do fundo do meu coração, por começar a me ver melhor agora. Obrigada por me dizer que eu consigo dar alguns conselhos - assim não me sinto tão inútil. Obrigada por me mostrar que a vida é feita de momentos, e que todos eles são melhores quando tem alguém que te ama por perto.

Então, é isso. Um agradecimento especial só para você. E tem a dedicatória:

À minha mãe, para sempre

25/04/2013

Outra carta para alguém


Pois é. Fazem exatamente 14 dias que fiz esse post, e até agora nenhuma carta. Quem leu... bem, talvez não tenha se sentido muito à vontade para vir falar comigo. Não tem problema. Sério, nenhum mesmo. Eu não fiquei muito impressionada por ninguém me responder, mas fiquei feliz pela Carmen gostar do texto.

Então, estou aqui novamente. A fase ruim passou um pouco, mas acho que será difícil tudo se ajeitar rápido. A vida é como a confiança. Se destrói em um segundo (não destruí minha vida, pelo amor de Deus, mas mudou muita coisa nela), leva-se muito tempo para reconstruir. Tanto faz. Estou escutando The Lumineers novamente, e isso me faz feliz. Não sei, adoro a música Stubborn Love. Tão perfeita. Consigo me sentir bem só de ouvi-la, muitas e muitas vezes. Algumas músicas conseguem fazer isso comigo.

Essa carta não será tão grande quanto a primeira. Não estou muito inspirada para escrever, estou ansiosa por segunda-feira. Hoje comprei o presente de aniversário da minha irmã, que faz 16 anos dia 29. Quero ver a reação dela quando eu der o presente. Ela não espera. Huahuahua, eu sou muito má. Quero dizer, talvez. Só um pouquinho. É bom ser "má" de vez em quando. Fazer as pessoas sofrerem de curiosidade é divertido. Maninha nem sabe o que a espera.

Acho que é isso. Alguém quer me escrever agora? Sim? *-*